Livros impressos são para sempre

Livros impressos são para sempre
Liz Henry / Flickr

Livros têm o poder de transformar a vida das pessoas. É inegável que os e-books transformaram o hábito de leitura, mas a popularidade dos livros impressos nunca foi abalada. Desde que o alemão Johannes Gutenberg inventou a máquina de impressão em 1398, o toque no papel é paixão incontestável de milhões de leitores ao redor do mundo.

A digitalização de livros começou em 1971 nos Estados Unidos para criar uma biblioteca virtual de livros em domínio público. Desculpe insistir neste ponto, jamais baixe livros piratas: é crime e prejudica muitas pessoas começando pelos escritores. Você faz download gratuito, mas sem o dinheiro das vendas fica difícil para qualquer escritor produzir suas obras.

Incialmente somente era possível ler os livros digitais no computador até que surgiram, em 1998, o Rocket e-book e o Softbook, os pais do Kindle e outros dispositivos atuais.

Os e-readers trazem uma infinidade de livros sem peso para carregar com a magia da interatividade. Mesmo assim eles estão perdendo terreno para os livros impressos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e Europa.

Segundo a Associação dos Editores Americanos, as vendas de e-books nos Estados Unidos caíram 11% em 2015. Uma estagnação devido à briga das editoras com a Amazon e ao aumento do preço do download de livros. Mais baratos, os livros impressos ganham a preferência dos leitores norte-americanos.

No Brasil, de acordo com a consultoria Euromonitor, as vendas de e-readers somaram US$ 2,4 milhões em 2015, mas a previsão para 2020 é uma queda para US$ 1,1 milhões. Isso por que existem dificuldades em negociar os direitos dos autores e das editoras sobre o conteúdo e a reprodução das obras literárias.

Ao contrário, as vendas de livros impressos não param de subir e também de acordo com a Euromonitor, podem chegar em 2020 a US$ 2,2 milhões no Brasil, US$ 48,75 milhões nos Estados Unidos e US$ 39,39 milhões na Europa.

Jovens adoram smartphones, tablets e outros dispositivos digitais. Mas uma pesquisa da American University, feita com universitários dos Estados Unidos, Japão, Alemanha e Eslováquia, apontou que 92% deles preferem os livros impressos. Veja só que interessante: na Eslováquia, o cheiro do livro é indispensável.

A maioria dos livros online é mais barata que os impressos, mas não é só o preço que conta. O acesso à tecnologia faz toda diferença. E-books e impressos podem conviver numa boa, porém, quem não tem grana para comprar e-readers compra livros de papel.

Para ler online ou para baixar num dispositivo, os e-books dependem de conexão com a web. Lembre-se que ela pode cair e se acabar a bateria do e-reader e você não tiver onde carregar, adeus leitura! Se faltar energia elétrica, basta acender uma vela e continuar folheando o livro impresso. A chama da paixão pelo papel nunca irá apagar.

Avaliação
Data da avaliação:
O que foi:
Livros impressos
Nota:
51star1star1star1star1star

Deixe seu comentário:

Eduardo Artico

Eduardo Artico

Redator publicitário. Especialista na arte de criar sacadinhas e anúncios.

Veja mais publicações de Eduardo Artico

+ Artigos

Anna Todd, After e um mundo mágico de livros lindos
Anna Todd, After e um mundo mágico de livros lindos
Porque After 5 – Depois da promessa, de Anna Todd é tão legal
Porque After 5 – Depois da promessa, de Anna Todd é tão legal
Alopecia areata explicada em detalhes no livro “Era uma vez um cabelo”
Alopecia areata explicada em detalhes no livro “Era uma vez um cabelo”
Leia online um trecho do livro “O Homem Mais Inteligente da História” em PDF
Leia online um trecho do livro “O Homem Mais Inteligente da História” em PDF

Tags:, , , ,