Depois da Bíblia, o livro “A Origem das Espécies” é o mais influente da história

Depois da Bíblia, o livro “A Origem das Espécies” é o mais influente da história
Aki Sasaki / Flickr

A obra de Charles Robert Darwin, um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução, foi escolhida como a mais influente da história moderna, perdendo apenas para a Bíblia.

A pesquisa foi feita em conjunto por especialistas acadêmicos, vendedores de livros, bibliotecários e editores para inaugurar a Academic Book Week, o público foi convidado para votar naquele que eles acreditavam ser o mais influente. Competindo outros títulos na votação, incluindo ‘Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher’ de Mary Wollstonecraft, o romance ‘1984’ de George Orwell e a ‘A Riqueza das Nações’ de Adam Smith, a explicação da Teoria da Evolução de Darwin foi o grande favorito do público, com 26% de votação, disseram os organizadores.

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Darwin encontrou uma resposta para o problema de como gêneros divergem ao fazer uma analogia com as ideias de divisão de trabalho na indústria. Variedades especializadas de um gênero, ao encontrarem nichos nos quais sua especialização é mais útil, forçariam a diversificação em espécies. Ele experimentou com sementes, testando a sua habilidade de sobreviver à água salgada, para determinar se uma espécie poderia se transferir para uma ilha isolada pelo mar. Ele também passou a criar pombos para testar a sua hipótese de que a seleção natural era comparável à “seleção artificial” usada por criadores de pombos.

Charles Darwin

Charles Robert Darwin foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural. Esta teoria culminou no que é, agora, considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na biologia. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.

Darwin começou a se interessar por história natural na universidade enquanto era estudante de Medicina e, depois, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo do brigue HMS Beagle e escritos posteriores trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. Suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Seleção Natural. Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele as confiou apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objeções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta das suas teorias em 1858.

Em seu livro de 1859, “A Origem das Espécies” (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ele ingressou na Royal Society e continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, notavelmente.

Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.

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