Sobre como encontrar um santuário em bibliotecas no campus

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Minha carreira na faculdade não se parecia em nada com as coisas que li nos livros. Meu primeiro ano não foi cheio de paixões fofas e festas divertidas, mas sim de picos de saudade de casa dolorosa e tentativas estranhas de conversa. Para lidar com minha solidão e óbvia falta de entusiasmo por grandes festas, eu me fechei no meu quarto e matei hora após hora de células cerebrais por maratona de programas de TV. Embora eu sempre tenha sido um leitor ávido – às vezes até voraz -, minha tristeza parecia sugar meu apetite de leitura. É seguro dizer que, no final do primeiro ano, tanto minha leitura quanto minha vida diária estavam em declínio.

Só depois de me transferir para uma escola diferente no meu segundo ano é que as coisas começaram a melhorar. Cheguei ao campus duas semanas antes do início do semestre, e o primeiro lugar que decidi visitar foi a biblioteca principal. Entrando no prédio alto com a luz do sol entrando de todos os lados, me senti respirar melhor. Foi amor à primeira vista: assim que vi aquelas fileiras de estantes, soube que me sentiria em casa.

Se você falou com algum aluno transferido, ele dirá que o primeiro ano na nova escola é muito parecido com o primeiro ano de novo. Embora isso seja verdade (eu tive que passar pelo processo de me familiarizar com um novo ambiente), eu estava em muito melhor forma física e mental do que durante meu primeiro ano, e grande parte disso foi por causa de bibliotecas.

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Eles se tornaram meu santuário, uma espécie de casa no campus. Um lugar que era meu. Se o tempo estivesse bom, eu passava meus intervalos entre as aulas em bancos perto da biblioteca, lendo romances. Acontece que ler Kafka on the Shore de Haruki Murakami à luz do sol é uma excelente maneira de passar uma tarde. Nos fins de semana chuvosos, quando estava triste ou sozinho, eu me obrigava a me vestir e caminhar até a biblioteca, onde vasculhava as estantes em busca de algo para me ocupar. No inverno, eu navegava com uma xícara de chocolate quente. Eu nem precisava me preocupar em comer sozinha porque quase sempre tinha um livro comigo para me fazer companhia.

Não me forcei a ler livros. Se eu ficasse entediado, pegaria outra coisa. Se um livro exigisse toda a minha atenção, eu daria. Aos poucos, meu tempo de tela diminuiu e passei a maior parte do tempo com o nariz dentro de um livro (o que é outra excelente ideia – livros antigos cheiram maravilhosamente bem).

Agora que penso sobre isso, as bibliotecas moldaram meu segundo ano. Consegui um emprego de meio período trabalhando na mesa de circulação de uma biblioteca de biologia menor. Se terminasse minhas tarefas mais cedo, estudaria na escrivaninha. Nos dias em que não me sentia produtivo ou não tinha dever de casa, abria um livro e me acomodava. Essa pequena biblioteca também foi onde conheci meu amigo que amava livros tanto quanto eu. Passaríamos tempo comparando favoritos, trocando recomendações e falando sobre personagens como se os conhecêssemos por toda a vida. Tenho boas lembranças de turnos noturnos calmos sendo afastados por nossa conversa sobre livros.

Chegou então o dia em que soube que nosso sistema de bibliotecas universitárias tinha parceria com o local, e meu dia estava feito: eu poderia ler mais livros e solicitar novos títulos! Além do mais, os livros seriam entregues na biblioteca principal do campus! De repente, toda sexta-feira parecia meu aniversário. Eu receberia uma pequena mensagem de voz automática no meu telefone dizendo que meus livros tinham chegado e eu saberia exatamente o que estaria fazendo naquele fim de semana. A mulher computadorizada do outro lado do telefone era minha nova melhor amiga. Ela sempre ligava com ótimas notícias.

Já se foram os dias em que eu ficava acordado até tarde assistindo a programas de TV até meus olhos queimarem e meu cérebro não ter noção do que sentia. Eu ainda assistia à TV, mas não era mais uma quantidade prejudicial à saúde. Fiz outras coisas também: entrei para o clube de tricô, ia ao cinema e às vezes brunch com os amigos, descobri diferentes tipos de chá e café. A única diferença era que, ao chegar em casa, sabia que veria uma pilha de livros amigável ao lado da cama, me cumprimentando como velhos amigos.

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